Por treze anos, um médico atendeu como voluntário na Casa de Detenção de São Paulo, o maior presídio do Brasil, num trabalho de prevenção à AIDS entre os detentos. Deste trabalho nasceu este relato de não ficção, que reconstrói o cotidiano de um universo isolado do resto da cidade.
Em capítulos curtos, o autor apresenta personagens marcantes da população carcerária e descreve o código penal não escrito que regia a convivência entre milhares de presos. Humor, violência e solidariedade dividem espaço no relato, que termina com o massacre que encerrou a história da antiga penitenciária.
É o primeiro livro de uma triogia do autor sobre o sistema prisional brasileiro, seguido das obras Carcereiros e Prisioneiras.
A obra tornou-se um dos maiores fenômenos editoriais da literatura brasileira, recebeu o Prêmio Jabuti de Livro do Ano de Não Ficção e ganhou adaptação para o cinema dirigida por Hector Babenco.