Escritor, poeta, dramaturgo e político francês, nascido em Besançon em 1802 e falecido em Paris em 1885, é considerado a figura central do Romantismo francês. Filho de um general do exército napoleônico, teve uma infância marcada por viagens constantes entre a França, a Itália e a Espanha.
Casou-se com Adèle Foucher em 1822 e, em 1841, ingressou na Academia Francesa. Opositor de Napoleão III, Victor Hugo viveu quase vinte anos de exílio em Bruxelas, Jersey e Guernsey, retornando à França somente após a queda do Segundo Império, em 1870; foi eleito deputado nesse mesmo ano e senador em 1876.
Autor de romances como Notre-Dame de Paris e Os miseráveis, além dos poemas de As contemplações, deixou uma obra marcada pela defesa dos direitos humanos e pelo combate à pena de morte. Foi sepultado no Panteão de Paris.
Uma história curiosa
O imperador Dom Pedro II desejava conhecer pessoalmente Victor Hugo, pois era fascinado por seus textos. Em viagem à Europa em 1877, o imperador pediu que a embaixada brasileira convidasse o escritor para visitá-lo no hotel onde estava hospedado.
O convite foi recusado por pelo menos três vezes, até que Dom Pedro mudou sua estratégia:
Não faz mal. Eu procurarei conhecê-lo. Ele tem sobre mim o triste privilégio da idade, e também a superioridade do gênio. Eu vou, portanto, fazer-lhe a primeira visita.
Visita que de fato ocorreu em 22 de maio de 1877 e marcou o início de uma respeitosa amizade entre os dois, apesar de Victor Hugo ser um republicano convicto.
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