[Nossa Senhora de Paris]
Na Paris medieval, sob as gárgulas sombrias da catedral de Notre-Dame, cruzam-se destinos marcados pela deformidade, pela beleza e pelo fanatismo religioso. Quasímodo, o sineiro corcunda e surdo, vive isolado entre sinos e pedras, até que a jovem cigana Esmeralda, perseguida pela cidade inteira, lhe oferece um gesto inesperado de compaixão. A partir daí, a catedral torna-se palco de uma trama em que o amor impossível, a obsessão do juiz Claude Frollo e o desejo egoísta do soldado Phoebus empurram todos para um desfecho trágico.
Mais do que um romance de época, O corcunda de Notre-Dame é um poderoso retrato da intolerância e da hipocrisia social, em que o que é considerado “monstruoso” muitas vezes abriga a maior humanidade.
Victor Hugo transforma a própria catedral em personagem viva, guardiã de segredos, cenário de revoltas populares e símbolo de um mundo em que a justiça dos homens falha, mas o sentimento de piedade pode redimir até o mais marginalizado. É uma história de paixão e sacrifício que questiona quem, afinal, é o verdadeiro monstro.