Neste poema ilustrado o leitor embarca numa viagem sonora pelos trilhos do interior de Pernambuco e Alagoas. Os versos imitam o apito e o balanço da locomotiva numa cadência quase musical, tecida por repetições e aliterações que fazem o texto soar antes de ser lido.
No trajeto desfilam cenas do cotidiano nordestino: moleques que correm para ver a composição passar, mocambos à beira da linha, engenhos de açúcar e figuras do folclore, como o Pai da Mata e as caiporas, guardiões das matas na tradição popular. O tom é brincalhão e nostálgico, marca da poesia modernista que valorizou a fala do povo do Nordeste.
Veja os exemplares deste livro encontrados nas bibliotecas dos Livristas:
História rimada sobre um viagem de trem.
Textos curtos.
Ilustrações estilizadas e muito coloridas.
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