Numa república fictícia batizada de Bruzundanga, alusão transparente ao Brasil, um narrador observador percorre instituições, costumes e vícios políticos de um país que só existe no papel, mas soa familiar. Cada crônica se detém sobre um aspecto dessa sociedade, da nobreza de fachada às eleições manipuladas.
Com humor ácido e ironia cortante, este livro de crônicas satíricas expõe burocracia, corrupção, hipocrisia religiosa e desigualdade social por meio de situações exageradas. O tom é mordaz, mas o riso vem acompanhado de incômodo, já que os disparates de Bruzundanga refletem mazelas bem reais.
Publicado postumamente, o livro reúne textos que circularam antes em periódicos e se tornou um retrato afiado da política brasileira da Primeira República, permanecendo atual até hoje.
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