Narrado em primeira pessoa como uma longa carta-confissão dirigida a um padre que ainda nem conhece, este romance acompanha um homem já idoso, dono de terras e de gado no sertão de Goiás, que sente a morte se aproximar e decide revisitar toda a própria trajetória.
Órfão desde menino, o narrador relembra a dureza da vida sertaneja, a violência física e verbal que marcou sua ascensão social e o poder que passou a exercer sobre homens e terras como coronel. Escrita numa linguagem que recria a fala do interior brasileiro, a obra une reflexão introspectiva e crítica social ao expor as relações de mando e submissão no meio rural.
Traduzida para o italiano, o espanhol e o alemão, é um dos romances mais lidos do antropólogo e educador, autor também de Maíra e Utopia Selvagem.
Fonte: Divulgação/editora
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