Num recanto do interior fluminense, um velho coronel resolve contar, com fartura de palavras e nenhuma modéstia, os feitos e os desfeitos de sua vida. Entre amores perdidos e um inimigo sobrenatural que ronda suas terras, Ponciano de Azeredo Furtado se revela um narrador irresistível: covarde disfarçado de valente, sempre pronto a transformar qualquer contratempo em façanha memorável.
A obra mistura folclore, sátira social e uma linguagem inventiva, cheia de expressões populares que dão ritmo à narrativa. Nas memórias desencontradas do coronel, o leitor encontra uma comédia de costumes que ri do poder e do medo, retratando com afeto e ironia o Brasil rural e suas crenças.
Publicado em 1964, o romance é um marco do realismo fantástico brasileiro e foi adaptado para o cinema em 2005.
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