[Notas do subsolo]
Narrado por um homem sem nome, amargurado e isolado num quarto modesto de São Petersburgo, este romance abre com uma extensa reflexão sobre sua natureza doentia, rancorosa e contraditória, numa espécie de ajuste de contas consigo mesmo antes de contar os episódios que moldaram sua solidão.
Na segunda parte, o narrador relembra um encontro humilhante com antigos colegas de escola e uma noite decisiva com uma jovem que trabalha num prostíbulo, situações em que sabota qualquer chance de conexão humana genuína.
Por trás do rancor e da ironia, a obra questiona o livre-arbítrio, a razão e as utopias que prometiam aperfeiçoar a natureza humana.
Considerada precursora do existencialismo, é a única obra de fundo predominantemente filosófico do autor.