Neste romance ambientado no sertão nordestino do século XIX, uma jovem perde a mãe em circunstâncias obscuras e se vê sozinha diante de parentes dispostos a tudo para ficar com sua herança. Recusando o papel de vítima, ela decide construir seu próprio destino, ainda que isso signifique romper com as convenções reservadas às mulheres de sua época.
A narrativa acompanha a transformação dessa personagem em líder de um grupo de fora da lei, em meio a disputas por terra, honra e poder num Brasil rural marcado pela violência e pela seca. Com prosa envolvente e ritmo de folhetim, a obra tece um retrato contundente da força feminina, da vingança e da sobrevivência, inspirado, entre outras referências, na figura de uma rainha inglesa que também governou sozinha em um mundo de homens.
Publicado em 1992, este foi o último romance da autora. A escritora foi a primeira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras. Ela também foi a primeira a receber o Prêmio Camões, em 1993. A história ainda ganhou uma aclamada minissérie na TV Globo, em 1994.
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