Neste romance regionalista, o cenário é um engenho de cana-de-açúcar em decadência no interior da Paraíba, retratado por três personagens que testemunham o fim de uma era: um seleiro solitário e orgulhoso do ofício, um coronel autoritário que já não sustenta o poder herdado, e um capitão desiludido às voltas com sonhos de justiça.
A narrativa expõe o contraste entre a riqueza da casa-grande e a miséria dos trabalhadores rurais, num Nordeste marcado pela opressão e pela transformação social após a abolição da escravatura. Com linguagem forte e oralidade da região, o livro constrói um retrato nostálgico e cru da aristocracia açucareira em ruína.
É considerado a obra-prima do autor e encerra seu ciclo dedicado à cana-de-açúcar, na segunda fase do modernismo regionalista.
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