A terra dos meninos pelados é uma obra infanto-juvenil que narra a história do menino Raimundo, que possui aparência pouco comum por ser careca e ter olhos de cores diferentes (um azul e outro preto). Por conta de sua diferença, Raimundo é visto como estranho pelos vizinhos, que o apelidam de “Raimundo Pelado” e o isolam socialmente, levando-o a criar o país imaginário de Tatipirun para buscar aceitação e companhia.
Tatipirun é um lugar fantástico onde todos têm olhos de duas cores e não possuem cabelos. Ali, plantas, animais e até objetos falam. O respeito entre os habitantes é garantido, independentemente das esquisitices de cada um.
Em sua aventura, Raimundo encontra personagens como o carro falante, a laranjeira e outros seres peculiares, vivendo experiências em que os conflitos são resolvidos com empatia e diálogo. A obra reflete sobre inclusão, aceitação e a importância da imaginação como refúgio diante do preconceito.
A história foi escrita em 1937, logo após o autor deixar a prisão. Graciliano Ramos ficou preso por aproximadamente dez meses, entre março de 1936 e janeiro de 1937, durante o governo Vargas, no contexto de repressão política após a Intentona Comunista de 1935. Naquele ano (1937) A terra dos meninos pelados venceu o Prêmio de Literatura Infantil do Ministério da Educação, ainda sem ter sido publicado em formato de livro, o que aconteceu apenas em 1939.
Fonte: Divulgação/editora
Primeira publicação: 1939
Idioma: Português
ISBN mais comum: 8501064955
CDD: 028.5
Principal editora: Record
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