Poucos escritores reinventam uma língua a partir da oralidade do próprio país. Nascido em Moçambique, um autor cruza a escrita com a formação em biologia, criando neologismos que marcam sua prosa.
Mia Couto, pseudônimo de António Emílio Leite Couto, nasceu em 1955 na Beira, filho de um jornalista e poeta português. Publicou os primeiros poemas na adolescência, foi jornalista durante a independência de Moçambique e depois se formou em biologia.
Estreou na prosa com Terra sonâmbula, considerado um dos melhores livros africanos do século 20, e construiu vasta obra em romances, contos e crônicas marcada pelo realismo animista.
É sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras desde 1998
Recebeu o Prêmio Camões em 2013 e o Prêmio Internacional Neustadt de Literatura em 2014.
Livros de Mia Couto em ordem cronológica de lançamento: