Pai e filho, ambos romancistas e dramaturgos franceses do século XIX, dão nome a uma das mais influentes linhagens literárias da França. Alexandre Dumas pai nasceu em Villers-Cotterêts em 1802 e morreu perto de Dieppe em 1870, neto de uma escrava de Saint-Domingue e filho do general Thomas-Alexandre Dumas, herói do exército napoleônico morto quando o escritor tinha apenas quatro anos. Alexandre Dumas filho nasceu em Paris em 1824, fruto de um relacionamento do pai com a costureira Catherine Labay, e só foi reconhecido oficialmente em 1831; morreu em Marly-le-Roi em 1895.
Órfão de pai ainda criança, Dumas pai cresceu em dificuldades financeiras e trabalhou como escriturário antes de se mudar para Paris em 1823, onde foi secretário do futuro rei Luís Filipe. Estreou no teatro com Henrique III e sua corte, em 1829, sucesso que o consagrou como dramaturgo antes de se voltar ao romance histórico. O filho, criado pela mãe na infância, foi viver com o pai em 1844 e, no ano seguinte, envolveu-se com a cortesã Marie Duplessis, relação que marcaria toda a sua obra.
Autor de Os três mosqueteiros e O conde de Monte Cristo, publicados em folhetim, Dumas pai contou com a colaboração do historiador Auguste Maquet na pesquisa das tramas, e escreveu ainda Vinte anos depois e O visconde de Bragelonne. Dumas filho tornou-se célebre com A dama das camélias, romance de 1848 que adaptou para o teatro em 1852 e que serviu de base à ópera La Traviata, de Giuseppe Verdi.
Em 1874, Dumas filho foi eleito para a Academia Francesa de Letras, honraria que os acadêmicos, por julgarem frívola a obra popular do pai, jamais concederam a Dumas pai.
Livros de Alexandre Dumas (pai e filho) em ordem cronológica de lançamento:
| 1844 |
|
Os três mosqueteiros |
|---|---|---|
| 1848 |
|
A dama das camélias |
| 1980 |
|
O máscara de ferro |