Este ensaio nasce de duas palestras que a autora deu em faculdades femininas de Cambridge, após ser convidada a falar sobre mulheres e ficção. Em vez de uma tese seca, ela cria uma narradora fictícia que atravessa um campus universitário, é barrada na porta de uma biblioteca por ser mulher e passa a investigar por que tão poucas escritoras deixaram sua marca na literatura.
A resposta, construída com ironia fina e prosa lírica, é direta: para escrever ficção, uma mulher precisa de dinheiro e de um quarto só seu, longe da dependência financeira de pais ou maridos. O experimento sobre uma irmã imaginária de Shakespeare, tão talentosa quanto ele mas sem acesso a educação, expõe o obstáculo que a falta de recursos impôs a gerações de mulheres.
Escrito no fim dos anos 1920, é um dos textos fundadores da crítica literária feminista.