Neste ensaio filosófico de tradição estoica, o autor contesta a queixa mais repetida da humanidade, a de que a vida é curta demais. Escrito na forma de carta a um amigo próximo, o texto argumenta que o problema não é a duração da existência, mas o modo como a desperdiçamos em ocupações vãs e distrações.
Com prosa incisiva e repleta de exemplos práticos, o filósofo analisa diferentes tipos de ocupados, os que se afogam em riqueza, poder ou prazeres, mostrando como todos acabam alienados do próprio tempo. Propõe o ócio dedicado ao pensamento como caminho para uma vida verdadeiramente vivida, não apenas sobrevivida.
Um dos textos centrais do estoicismo romano, ao lado de obras como Cartas a Lucílio, é constantemente citado em discussões contemporâneas sobre produtividade e sentido da vida.
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