Narrado em primeira pessoa, este romance acompanha um jovem negro que deixa o interior rumo ao Rio de Janeiro no início do século XX, sonhando em tornar-se doutor e escapar do lugar que a sociedade reserva à sua cor. A cidade grande revela-se hostil, e as portas dos estudos e do trabalho custam a se abrir para quem carrega a marca do preconceito.
Empregado numa redação de jornal carioca, ele observa de perto o sensacionalismo, a venalidade e a hipocrisia que movem a imprensa e a política da época. O relato memorialista, amargo e irônico, expõe o racismo cotidiano de quem tenta ascender numa sociedade que prega a igualdade mas pratica a exclusão.
Publicado em 1909, romance de estreia do autor, de forte teor autobiográfico, é uma das críticas mais contundentes à imprensa brasileira.
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