Escrito por uma catadora de papel que vivia na favela do Canindé, em São Paulo, este diário registra o cotidiano de quem enfrenta a fome e o abandono do poder público. Entre idas ao lixão em busca de material para vender e o esforço de alimentar os três filhos, a narradora constrói um relato autobiográfico que se tornou um marco da literatura brasileira de testemunho.
Com linguagem direta e crua, a obra mistura críticas aos políticos que somem após as eleições e pequenos sonhos cotidianos, como ter um vestido novo ou uma máquina de costura. É um retrato contundente da desigualdade social e do racismo vividos por uma mulher negra e mãe solteira, que revela também a força da escrita como forma de resistência.
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