Neste romance epistolar americano, uma mãe escreve cartas ao marido ausente na tentativa de reconstruir a trajetória que a trouxe até a tragédia que arrasou sua família: um massacre cometido pelo próprio filho adolescente no colégio onde estudava.
Ao revisitar a gravidez indesejada, a infância difícil do menino e as tensões conjugais, a narradora questiona sem piedade sua própria capacidade materna, misturando culpa, negação e lucidez cruel. A obra expõe com crueza o tabu da ambivalência diante da maternidade e discute, sem respostas fáceis, o debate entre natureza e criação por trás da violência juvenil.
Publicado em 2003, o romance venceu o Orange Prize de melhor ficção em 2005. Em 2011 ganhou adaptação para o cinema, estrelada por Tilda Swinton.
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