A obra dá voz a Holden Caulfield, um adolescente expulso do colégio que vaga por Nova York tentando escapar da hipocrisia do mundo adulto. Narrado em primeira pessoa com ironia, humor e desespero, o livro é um mergulho na mente de um jovem inquieto que se sente estrangeiro em sua própria vida.
Entre encontros efêmeros e devaneios, Holden busca desesperadamente algo puro em que acreditar, um ideal simbolizado por sua fantasia de proteger as crianças da corrupção do mundo. Publicada em 1951, a obra tornou-se um ícone da literatura moderna ao capturar, como poucas, a confusão emocional e a rebeldia da juventude.
Salinger constrói um retrato atemporal sobre solidão, identidade e resistência à conformidade, que continua a ecoar em leitores de todas as idades. Mais do que um relato de crise adolescente, O apanhador no campo de centeio é um grito por autenticidade em um mundo de aparências.