A impressão que temos a cada ano que passa é que quanto mais os casais se divorciam, mais cresce o número de pessoas interessadas em se casar. Eis aí uma equação difícil de entender.
Vejamos: se as probabilidades de êxito tornam-se cada vez mais restritas, qual a lógica de aumentarmos o número de participantes nesse jogo de azar?
É aí que entra a sabedoria de Pascal: “O coração tem razões que a própria razão desconhece.”. Se contraria a razão, o filósofo que me desculpe, mas o coração é um órgão burro!
A questão é que, quando falamos de casamento, não estamos tratando apenas de duas pessoas dormindo sob um mesmo lençol; estamos tratando de família, filhos, companheirismo, cumplicidade, futuro, velhice, etc.
Parafraseando Edwin Lahey, o homem que casa e se reproduz, vive muitas vezes como um cão, mas envelhece como um rei; já aquele que não o faz, vive como um rei, mas envelhece como um cão.
É mais ou menos por aí.
A solidão definitiva é um estado depressivo e sombrio para a grande maioria das pessoas que nela se encontra. O ser humano vive melhor quando amparado pelos seus. O homem solitário é um desaventurado. Pode até dizer que se sente bem assim, mas lá na sua intimidade mais íntima ele chora por não ter ninguém.
Enfim achamos um argumento racional que, somado a uma grande dose de esperança e otimismo, encontra forças para lutar contra uma estatística desanimadora dos casamentos que não vingam a cada ano.
Racional ou não, é sobre essa loteria matrimonial que falaremos adiante...
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