Em Marília de Dirceu, Tomás Antônio Gonzaga escreve textos belíssimos e ao mesmo tempo dotados de uma técnica impressionante. Essa harmonia traz à tona a grande espontaneidade de Gonzaga. Um homem apaixonado por uma mulher bem mais jovem, tendo o tempo como aspecto ameaçador, torna essa a obra-prima do autor. O cenário escolhido por Gonzaga é a Inconfidência Mineira, o que imprime ainda mais valor à obra. Aqui, temos o universo lírico e sentimental do Arcadismo em uma de suas melhores expressões.
Poeta arcadista, Gonzaga foi participante do Movimento da Inconfidência Mineira, cumpriu pena na ilha das Cobras e depois foi deportado para Moçambique. Nesse período, o poeta enamorou-se por uma jovem, Maria Dorotéia, a quem chamou de Marília e para quem fez estes famosos versos. O erotismo e o sentimento elegíaco que percorrem alguns dos versos dedicados à amada levaram os pósteros a identificar em Gonzaga um pré-romântico.
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Primeira publicação: 1792
Idioma: Português
ISBN da edição mais comum: 9788575204078
Editora: Ciranda Cultural
+ Tomás Antônio Gonzaga
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