Neste livro de literatura juvenil, um irmão mais velho relembra a infância ao lado do caçula, que sonhava em voar e inventava conversas com os pássaros à beira de um rio tão largo que parecia mar. A proximidade entre os dois, feita de brincadeiras e pequenas descobertas sobre a natureza, dá o tom afetuoso da narrativa.
Quando uma tempestade transforma o rio numa força destruidora, a história muda de direção e o narrador precisa reconstruir, na memória e na linguagem, tudo o que perdeu. Escrito em prosa poética e inspirado em um episódio real da vida do autor, o livro fala de luto, de infância e da maneira como pequenas verdades, mesmo inventadas, ajudam a atravessar a dor.
A obra recebeu o Prêmio Glória Pondé de Literatura Juvenil em 2013, concedido pela Fundação Biblioteca Nacional.
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