Numa pequena cidade do interior gaúcho, uma greve geral paralisa até os coveiros numa sexta-feira 13 de dezembro, e sete pessoas que morreram naquele dia acabam sem sepultura. À noite, os defuntos se levantam dos caixões, decididos a não descansar enquanto não forem enterrados como manda o costume.
Enquanto reivindicam esse direito, os mortos-vivos saem pelas ruas revelando segredos, crimes e hipocrisias das famílias mais tradicionais da cidade, expondo relações de poder que espelham a sociedade brasileira. A sátira mistura humor ácido, realismo mágico e crítica política contundente, num retrato de uma época marcada pela repressão sem citar diretamente o regime vigente.
Última obra de ficção do autor, é um dos grandes clássicos da literatura brasileira do século XX.