Neste romance, três universitárias que dividem um pensionato de freiras em São Paulo enfrentam a passagem para a vida adulta nos anos de chumbo da ditadura militar. Lorena, de família tradicional, vive um amor proibido; Lia se dedica à militância clandestina; Ana Clara tenta escapar da própria realidade em experiências arriscadas.
A narrativa alterna entre primeira e terceira pessoa, dando voz aos pensamentos íntimos de cada uma, e se concentra em pouco mais de dois dias de convivência entre as três, mesclando memórias, desejos e medos. Sexo, drogas e repressão política atravessam suas histórias, compondo um retrato fragmentado da juventude sob censura.
Considerado marco da terceira fase do modernismo brasileiro, é um dos títulos mais aclamados da autora e recebeu o Prêmio Jabuti.
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